quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Série especial: bom negócio para você ou para o fabricante?



apolo vip Série especial: bom negócio para você ou para o fabricante?
São várias as razões para que uma montadora lance uma série especial: uma data comemorativa para o fabricante, como por exemplo, 30 anos de Brasil (Família Palio Celebration), 75 anos da Ford (Escort Conversível 75 Anos) e 50 anos de produção (Kombi); uma Olimpíada (Monza Barcelona, Voyage Los Angeles, Palio Trofeo) ou Copa do Mundo (Gol Copa, Gol Sport e Kadett Turim) e mesmo um fato histórico como os 150 anos da unificação italiana e 500 anos de descobrimento do Brasil (Fiat). Ainda existem outros motivos.
Dentre eles, estão a intenção de alavancar a venda de um modelo equipando-o com itens de versões mais caras sem cobrar o preço cheio desses itens (Passat Surf e Flash, Polo Evidence e Next, Santana Evidence, Logan e Clio UP, Logus Wolfsburg e Apollo Vip, por ex.). Todos continham itens como rodas ou calotas diferenciadas, muitas vezes de diâmetro maior (14 polegadas ao invés de 13), frisos laterais exclusivos, tecido dos bancos com nova estampa ou revestimento em couro, conta-giros, volante de um carro superior a ele (Passat com o volante do Santana, por exemplo), ar condicionado, equipamento de som, direção hidráulica e assim por diante.
Comemorar o volume de vendas também já foi motivo de lançamento de série especial (Monza 650, após 650000; Passat 4M, após 4 milhões de VW brasileiros). Vejamos outros motivos e carros que ganharam versão exclusiva em forma de série especial:
Despedida de motor – Kombi Serie Prata, decretando o fim do motor a ar na linha VW.
Ressaltar tecnologia – Monza Hi-Tech, Stilo Connect, Sandero Nokia, Symbol Connection, C3 Sonora e Santana EX.
Aniversários e comemorações – Gol Vintage 2011 comemorando 3 décadas de produção – veio até com guitarra exclusiva; Peugeot 307 Millesim 200 em comemoração ao bicentenário da marca.
Parcerias com artistas e atletas e com eventos e bandas musicais – Agile Rico (premiado surfista carioca), Stilo Michael Schumacher, Gol Rolling Stones e Gol Rock in Rio.
Busca de novos públicos, em geral mais jovens ou arrojados – Chevette SR, 147 Rallye e Chevette Jeans (com bancos jeans); Corcel II Hobby (menos equipado, porém jovial); Ipanema Wave, Sol, Surf e Flair (surfistas ao invés de pais de família); L200 Savana (versão mais radical para rallye leve ou turismo de aventura); Siena Sport MTV 1.6 16v (para atrair o filho do “tiozão”).
Ressaltar esportividade – Gol Star G1 1.8, Santana e Quantum Sport 2.0, Santana Sport GII 2.0i, Parati Plus G1 1.8, Saveiro Sunset 1.8/S, Fiesta GLX Sport, Verona 2.0 S, Focus XR, Fiat Oggi Css, Chevette GP, Ka XR. Vale lembrar que na maioria esmagadora das vezes as mudanças são estéticas e não mecânicas, embora levem o sugestivo sobrenome “Sport”.
Dar vazão a peças em estoque – Estratégia usada pela VW sem alarde e que resultou – entre outros – no Gol do Mês 1993 (um CL com volante e rodas de GL) e no Passat do Mês 1987 (GL Village com bancos vinho do LSE, 2 portas e 4 marchas). Chevrolet Astra Sunny 2002 2 portas com itens do Sport.
Despedida – Fusca Ouro 1996 e Prata 1986; Diplomata Collectors 1992; Vectra Collection 2005 e 2011 ; Fusca (Old Beetle) mexicano com injeção eletrônica 2003.
Teste de aceitação de itens e equipamentos – Vectra Challenge 2003 (estudando rodas maiores e cores de revestimento em couro); Peugeot 206 e 206 SW Moonlight e Citroёn Solaris com teto solar e Escort XR-3 Formula 1991 (amortecedores eletrônicos).
Alavancagem de vendas (no fundo todas as razões acima não descartam esta) – Gol Plus 1986; Parati Club G2 e Surf G1; D-20 Conquest e Champ1; Palio Weekend e Doblo Original Adventure com bancos de neoprene; Frontier Serrana; Stilo SP; Livina Night & Day (virou série de produção); Corsa Pick-up GL Champ; Monza Class e Club; Chevy 500 Camping; Escort XR3 Laser; Chevette País Tropical; Ka Black; Saveiro Summer; Courier Sport 1.6; Golf Sport, Black and Silver, Black Edition, Generation e Flash.




Mas e aí…é bom negócio? Bem, geralmente sim, devido ao custo / benefício e ar de exclusividade quando comprado novo. No entanto, esses modelos ficam raros quando seminovos (um exemplo: Marea City), podendo gerar certa desconfiança por parte de compradores mais tradicionalistas. Conforme os itens, como frisos de cores diferentes ou adesivos e emblemas, pode-se ter grande dificuldade em encontrá-los no mercado de reposição após algum tempo.
Parceria com grife de moda – Monza Hatch Clodovil, Peugeot 206 e 207 Quik Silver. Fiat 500 Gucci e Volvo S80 Daslu.





Se a intenção não for colecionar o modelo em questão, é interessante ter uma revista, suplemento ou proposta da concessionária da época para saber seu preço em relação às versões de produção normal. Por exemplo, vamos dizer que o Astra Sunny custava 10% a mais que a versão GLS e você tem como provar isso. Fica mais fácil fazer negócio com lojistas (garagistas) que, se puderem, dirão que era praticamente um GL com aerofólio.
Na Europa são bem comuns séries especiais de despedida com nomes como Final Edition, Last Edition e similares. Para carros queridos como o foram Santana, Escort e D-20, só para citar três, certamente seria interessante. Mas parece haver uma estratégia de esconder e negar a descontinuidade de um modelo aqui no Brasil.
É importante lembrar que existem versões mais raras de se ver que foram versões de produção, como a linha Corcel GT e Kadett Lite. As séries especiais geralmente são oferecidas durante um espaço de tempo curto, alguns meses. Por outro lado, as séries de produção normal são oferecidas por mais tempo. Pode acontecer de uma série especial agradar muito e virar versão de produção, como ocorreu com Vectra Expression anos 2004 e 2005 e Stilo Blackmotion, que era para ser uma série especial limitada em 2009 e acabou ficando até 2011, “esquentando a cama” para o Bravo.
Bem, é isso aí, pessoal! Procurei dar uma pincelada no assunto e ver o lado mercadológico e racional da coisa. No entanto há outros fatores envolvidos na compra de uma série especial. Quais são? Vocês quem vão dizer. Abraço!
Por Gerson Brusco Gonzalez
retirado do site. noticias automotivas

sexta-feira, 18 de março de 2011

Preto fosco, chegou para ficar?




Moda no exterior, carro preto fosco chega às ruas brasileiras
A partir de R$ 900, motorista pode mudar a pintura do carro com tinta ou fita adesiva que fazem sucesso nos EUA e na Europa


No Brasil, algumas empresas se especializaram em aplicar o adesivo preto fosco em carros. Em geral, elas já trabalhavam com envelopamento de frotas (técnica que cobre os veículos com adesivos) e passaram a incluir a nova cor em seus serviços. O Grupo Surya é uma delas. Especializada em comunicação visual, no fim do ano passado começou a receber ligações de clientes que tinham acabado de voltar de viagens ao exterior e queriam mais informações sobre a nova moda. “Resolvi investigar o mercado e percebi que existia uma boa oportunidade”, afirma Paulo Bento, fundador e sócio do Grupo Surya. Para atender a demanda, ele criou em março a Preto Fosco, empresa do grupo que faz a aplicação dos adesivos em cerca de 20 carros por mês. Hoje, a Preto Fosco já responde por 10% do faturamento mensal de R$ 250 mil do Grupo Surya.




Aplicar o preto fosco é um trabalho artesanal. Importado da Bélgica, o adesivo é colado na lataria e moldado com a ajuda de um soprador térmico, espécie de secador de cabelo cuja temperatura pode chegar a 630º Celsius, e uma espátula. A dificuldade está em cobrir quinas e curvas do veículo, em especial no parachoque. “Se a instalação for mal feita o adesivo pode se soltar em pouco tempo”, diz Bento. Entre os motoristas que procuram o Grupo Surya, a maior parte quer deixar o carro preto fosco por causa da estética - alguns dizem que ela lembra a cor do Batmóvel, veículo usado pelo superherói Batman. Mas o adesivo também ajuda a preservar a pintura original. Esse foi um dos argumentos usados por Claudia para convencer o marido a desembolsar R$ 2,1 mil pelo serviço. “Faço rally e tinha acabado de tirar o carro da concessionária”, diz a artista plástica. “Preferi colocar o adesivo agora a ter de pintá-lo mais tarde por causa dos arranhões causados nas corridas”.


Antes de aplicar o adesivo na lataria do automóvel, é preciso desmontar algumas peças, como as maçanetas, frisos e o parachoque, e deixar o carro bem limpo

A nova cor exige atenção especial dos motoristas e os cuidados começam antes mesmo da aplicação. Se a lataria estiver amassada ou com problemas na pintura original, os defeitos serão realçados. Uma vez instalado, o adesivo preto fosco requer outro tipo de cuidado. Na hora de lavar o carro é bom evitar máquinas de alta pressão, que podem ajudar a descolá-lo. Também é recomendado não deixar o carro no sol e o uso de substâncias agressivas, como solventes, que podem desbotar a cor. “O ideal é lavar o carro com água e sabão neutro”, diz Miguel Lima, especialista em marketing da divisão de comunicação visual da 3M do Brasil, que produz um dos adesivos usados na aplicação. Se o motorista não gostar do resultado e quiser retirar o adesivo também é recomendado que procure ajuda de especialistas. "Se for puxado de mau jeito, ele pode até arrancar a tinta do carro", diz Lima.

A princípio, qualquer carro pode ganhar um aspecto preto fosco. A diferença está no tempo e no preço do serviço. Em carros de pequeno porte, como um Celta, da GM, três instaladores demoram um dia para realizar o serviço, que sai por R$ 900. Em automóveis grandes, como a picape L200, da Mitsubishi, a instalação é feita no dobro do tempo e custa R$ 2,2 mil. A diferença deve-se à quantidade de adesivo usado para cobrir o carro. "Já fizemos todo tipo de carro, de uma Porsche Cayenne até uma picape Montana, vindos de várias partes do Brasil", diz Bento, do Grupo Surya. Outro detalhe está no acabamento. Se a cor original do automóvel não for preta, o adesivo será aplicado de forma a esconder toda a lataria. Se for preto, ele ganha uma espécie de moldura (veja passo a passo da instalação na galeria acima).


O utilitário Cayenne, da Porsche, ganhou adesivo preto fosco que virou moda nos Estados Unidos e na Europa e que acaba de chegar ao Brasil
Não se sabe ao certo a origem da moda do preto fosco. Blogs americanos especializados na indústria automotiva especulam que ela teria surgido com a cultura do tuning, que consiste na customização de carros. Nos últimos anos, a cor ganhou destaque depois de ser aplicada em modelos de luxo, como Ferrari e Lamborghini. Celebridades, como o jogador de futebol inglês David Beckham e a atriz americana Lindsay Lohan, gostaram tanto da novidade que compraram modelos com essa cor. Ao mesmo tempo, montadoras como a Mazda e a Renault lançaram modelos que saíam de fábrica já pintados de preto fosco. No Brasil, nenhuma fabricante oferece essa opção. Mas a novidade chamou a atenção da concessionária Brabus, que vende carros Mitsubishi em São Paulo. Por meio de uma parceria com o Grupo Surya ela vai oferecer a aplicação do adesivo como um acessório.

Cuidado com a multa

Quem não quiser aplicar o adesivo no carro pode optar por outra técnica para deixar o carro preto fosco: a pintura. A técnica tem vantagens e desvantagens. Ela demora apenas uma hora para ser aplicada, tem durabilidade maior e o motorista não precisa tomar cuidados ao lavar o carro. Por outro lado, é bem mais cara (custa até três vezes mais do que o adesivo) e não pode ser simplesmente retirada caso o motorista não goste do resultado. “É por isso que o pessoal prefere usar adesivos”, diz Kleidson dos Santos, colorista da Speed Clean Tech, que faz esse tipo de pintura. “Se fizer com tinta e não gostar tem de pintar o carro de novo”. Para fazer a pintura, a Speed Clean Tech usa uma mistura especial de tinta e, desde meados de 2009, já pintou 15 automóveis.



De acordo com a legislação brasileira de trânsito, os motoristas podem alterar a cor de seus automóveis. Caso a mudança seja superior a 50% da cor original, é preciso fazer alterações nos documentos. É o que acontece com a moda do preto fosco. Um exemplo: se o dono de um modelo prata aplica o preto fosco em seu automóvel ele precisa informar o departamento de trânsito da sua cidade. O procedimento para mudar o documento custa R$ 280 em São Paulo e leva algo em torno de cinco dias para ficar pronto. De acordo com o Departamento de Trânsito da capital paulista, quem não fizer essa mudança corre o risco de receber uma multa de R$ 182,26, cinco pontos na carteira nacional de habilitação e ter o carro apreendido. Além da dor de cabeça e do prejuízo, o motorista desligado vai ficar alguns dias sem rodar com o carro que é considrado o último grito da moda no exterior.


fonte: icarros

quinta-feira, 10 de março de 2011

Velozes e Furiosos 5 " Fast 5" Sinopse oficial

Velozes e Furiosos 5 tem elenco completo e sinopse oficial


A sinopse oficial de Velozes e Furiosos 5 (Fast Five, batizado Velozes Cinco por aqui) foi divulgada, e com ela sai a lista do elenco principal. O resumo:

"Desde que Brian (Paul Walker) e Mia (Jordana Brewster) tiraram Dom (Vin Diesel) da custódia da polícia, eles têm cruzado diversas fronteiras para evitar as autoridades. Agora, encurralados em um canto do Rio de Janeiro, devem executar um último serviço para conquistar a liberdade. À medida em que reúnem seu time de corredores, os improváveis aliados sabem que sair limpos significa confrontar o homem de negócios corrupto que os quer mortos.

Mas há mais pessoas no encalço. O agente federal Luke Hobbs (The Rock) nunca perde um serviço. Quando é escalado para perseguir Dom e Brian, ele parte com tudo com sua equipe - mas no Brasil descobre que não é tão fácil distinguir os mocinhos dos bandidos. Agora, Hobbs precisa confiar em seus instintos para pegar sua presa, antes que alguém o faça."

No filme ainda estão Chris "Ludacris" Bridges, Tyrese Gibson, Sung Kang, Gal Gadot, Matt Schulze, Tego Calderon, Don Omar, Elsa Pataky e Joaquim de Almeida. O resumo não menciona, mas o ator português faz o vilão de Fast Five, um líder do narcotráfico no Rio de Janeiro.

Justin Lin, do terceiro e do quarto, volta para dirigir o quinto Velozes e Furiosos, que estreia em 10 de junho de 2011.

Veja mais um video sobre o filme: